Estudo conduzido na safra 2025/2026 avaliou a eficácia de Sluggo® em diferentes doses no manejo de moluscos na cultura do algodão.
O desafio do manejo de moluscos no algodoeiro
Os sistemas de produção predominantes no Centro-Oeste brasileiro, caracterizados pelo plantio direto, rotação de culturas e condições climáticas favoráveis, têm contribuído para o aumento das populações de lesmas e caracóis em áreas agrícolas.
Esses moluscos podem causar danos significativos nas fases iniciais do algodoeiro, alimentando-se de plântulas, hastes e pecíolos. Em situações de alta infestação, os ataques podem comprometer o estabelecimento da cultura e reduzir a uniformidade do estande.
Objetivo do estudo
Avaliar a eficácia do moluscicida Sluggo® no controle de lesmas e caracóis em diferentes doses, comparando seu desempenho com outros tratamentos e com uma área testemunha sem aplicação.
Material e métodos
O estudo foi conduzido pela Difusão Agrícola Consultoria e Pesquisa Agropecuária, em parceria com a W. Neudorff Serviços de Agricultura do Brasil Ltda., na Fazenda Nova França, localizada em Paraíso das Águas (MS).
O experimento foi implantado em 06 de janeiro de 2026 na cultura do algodoeiro (Gossypium hirsutum), utilizando delineamento em blocos casualizados e infestação provocada para garantir pressão uniforme da praga nas parcelas experimentais.
Foram avaliadas diferentes doses de Sluggo®, além de tratamentos comparativos e uma área testemunha, permitindo a análise da eficiência de controle em condições reais de campo.
Conclusão
Nas condições em que o estudo foi conduzido, Sluggo® apresentou eficiência satisfatória no controle de lesmas e caracóis na cultura do algodoeiro, demonstrando potencial para utilização em programas de manejo dessas pragas.
Os resultados observados foram consistentes nas diferentes doses avaliadas (2,0 e 4,0 kg/ha), incluindo aplicações parceladas e em dose única, reforçando a versatilidade do produto para diferentes estratégias de manejo.
Importante
Produtos à base de metaldeído não possuem registro para uso agrícola no Brasil. Quando mencionados no estudo, foram utilizados exclusivamente para fins comparativos.